O MANUSEIO DA BÍBLIA

25/10/2012 14:02

 

A Bíblia é o livro mais vendido do mundo e destina-se ao homem comum. Todos podem compreendê-la. Precisamos apenas de ter em mente alguns detalhes.

1.                As datas contidas nos textos de algumas Bíblias são incertas

2.                As epígrafes em geral, não constam no original, e nem sempre estão corretas. Estes títulos encerram a opinião do tradutor ou editor.

3.                As divisões em capítulos e versículos também não existem no original e visam facilitar o manuseio. Contém falhas. Is 53 deveria começar em 52.13. Ef 1.5 deveria começar nas duas últimas palavras de Ef 1.4.

4.                As referências marginais contém paralelismo de palavras e nem sempre trazem a mesma idéia.

5.                Texto é a passagem utilizada. Contexto é tudo o que vem antes e depois.

6.                Referência é a indicação da localização da passagem citada. É composta da abreviatura do livro com duas letras, sem ponto. A seguir o capítulo um ponto e o versículo. Caso seja citado mais de um versículo, eles serão separados por vírgulas de saltados ou hífen se indicar um intervalo. As referências são separadas por ponto e vírgula não sendo necessário repetir o livro caso a outra passagem seja no mesmo livro da anterior.

Provas da Origem Divina da Bíblia

É assunto já tratado o fato da origem divina da Palavra de Deus. Ele mesmo é testemunha de Si. Quem tem o Espírito Santo confia nela de tal maneira que ao deparar com algo que não entenda, ele aceita por fé.

O crente fiel busca as bases para evidenciar a inspiração divina não para crer nela, mas porque crê nela. Não existe satisfação melhor para o que crê do que provar aquilo que crê.

Eis algumas destas provas:

1.                A inspiração divina: É por causa desta inspiração que a Bíblia é chamada de “A Palavra de Deus”. A Inspiração é plena e inclui as palavras do original. Uma vez que a palavra é a expressão do pensamento é necessária que as palavras expressassem o real pensamento do Autor Divino. Confira 2 Pe 1.21; 2 Tm 3.16; 1 Co 2.13; Ap 22.6; 2 Pe 1.21; Hb 1.1.

2.                A harmonia da mensagem: Esta harmonia está presente em todo o texto sagrado, apesar de toda diversidade que a cerca. Era necessário que uma que uma única mente infinita e superior guiasse a composição do Livro Sagrado. Esta diversidade nos vemos nos escritores, uns eram príncipes, legisladores, generais, reis, poetas, estadistas, sacerdotes, profetas, pescadores, teólogos, boiadeiros, etc, isto gerando os mais diversos estilos de linguagem. Também estes escritores escreveram nos mais diversos ambientes como cidade, campo, palácios, ilhas, prisões e etc. As circunstâncias também eram diferentes e iam da maior paz a mais cruel aflição. Todavia esta diversidade de escritores completam uma única mensagem coerente, uniforme e poderosa. É um estímulo para o crente, apesar de toda esta diversidade, encontrar um texto coerente e progressivo. O texto bíblico não possui apenas harmonia, mas também continuidade que aumenta na mesma proporção com que nós nos aprofundamos no estudo bíblico.

3.                Apenas Deus poderia ter escrito tal livro: Homens ímpios, de má fé, não escreveriam um livro que sempre os condena, homens bons não tomariam o lugar de Deus pois as suas consciências não os permitiria. Os próprios judeus não escreveriam um livro que mostra toda a sua derrota, suas transgressões e delitos. E se pudessem estes mexer no escrito teriam apagado tais episódios do texto sagrado.

4.                Jesus aprovou a Bíblia tomando-a como base de ensino, Lc 24.27; e pregação Lc 4.16-21. Jesus também a usou contra o Diabo; Mt 4.3-11; chamou-a “A Palavra de Deus”, Mc 7.13; Jo 17.17; e cumpriu-a em sua vida, Lc 24.44; 18.31; Mt 5.17; 3.15.

5.                O Espírito Santo dá testemunho dela no interior de cada crente, que ao se converter aceitando Jesus como Salvador, automaticamente a toma como “a Palavra de Deus”. Isto acontece por que o mesmo Espírito Santo que convence o homem do pecado, Jo 16.8; testifica da sua filiação divina, Rm 8.16; e testifica que a Bíblia é a Palavra de Deus, Jo 7.17.

6.                Temos também o testemunho das profecias previstas pela Palavra de Deus e já cumpridas. Entre tantas, citamos O Advento do Messias (Gn 3.15; 49.10; Is 7.14; 53; Dn 9.24-26; Mq 5.2; Zc 9.9;Sl 22), Ciro chamado pelo nome 150 anos antes de seu nascimento (Is 44.8), Josias chamado pelo nome 300 anos antes do nascimento (1 Rs 13.2; 2 Rs 23.15-18); os últimos quatro impérios mundiais (Dn 2 e 7).

7.                A evidente influência da Bíblia em indivíduos, famílias e nações, moldando caráter, produzindo frutos benditos nas vidas que a abraçam, transformando multidões de pessoas, através dos anos, das piores classes de pessoas em criaturas totalmente santas, libertas e felizes. Nenhum outro livro tem tal este poder de influenciar pessoas para o bem. Esta influência é admitida até pelos inimigos da Bíblia! Mostre-me o leitor outro livro que tenha tal poder! Vede a diferença e a distância moral, social e econômica que separa os indivíduos, povos e nações que a tomam por base de vida dos que a recusam. Ela serve de guia para uma vida sadia e feliz a qualquer pessoa. A mocidade precisa desta verdade. Responda-me agora, poderia vir este manancial de outra fonte que não seja Deus.

Fatores necessários para a progressão no conhecimento da Bíblia:

O Plano de Deus é que cada crente chegue ao pleno conhecimento da Bíblia (1 Tm 2.4 - ARA; Pv 9.9) Mas para isso é necessário que:

1.                O Espírito Santo, como fiel intérprete, opere em nós: 1 Co 2.10,13; Jo 14.26; Lc 24.45

2.                Uma espiritualidade real no crente, baseada num profundo amor à Deus: 1 Co 2.15; Mt 22.29; Mc 4.33; Sl 25.14; Hb 5.13,14; Jo 16.13

3.                Uma permanente atitude de oração: Tg 1.5; Pv 2.3-5; Sl 119

4.                O auxílio de mestres bíblicos: 1 Co 12.28; Ef 4.11,12; 2 Tm 2.2

5.                Boas fontes de consulta e referência: Mt 24.15 - ARA; 2 Tm 4.13; 1 Ts 5.21; Lc 1.1-3; Dn 9.2

6.                Bons conhecimentos do vernáculo, e se possível de original: At 8.30; Jz 12.6; 1 Co 14.9; Jo 1.41,42; Mt 27.46,47; Mc 15.34

7.                Conhecimento de Hermenêutica, At 8.31; 18.26; Ne 8.8

Aplicação da Mensagem da Bíblia:

Antes de nós entendemos a Bíblia, é necessária a correta interpretação e aplicação da mensagem do texto bíblico.

Esta aplicação poder quanto a Povo, tempo, lugar, sentido, mensagem e procedência da mensagem.

1.                Quanto a povo - Existe diante de Deus três classes de povos (1 Co 10.32): Judeus, Gentios e Igreja tendo cada povo a sua particularidade

2.                Quanto ao tempo - A história se divide em: Passado, presente e futuro. A cronologia pode auxiliar a situar a mensagem no tempo

3.                Quanto ao lugar - Que pode ser: Céu, terra e espaço. A aplicação incorreta de lugar pode gerar confusão

4.                Quanto ao sentido - A linguagem pode ter dois sentidos: Literal, é o sentido natural das palavras, como exemplo At 27 e 28. Figurado, a Bíblia é rica em linguagem figurada, nestas são usadas tipos, figuras, metáforas e parábolas, bem como as diversas figuras de linguagem.

5.                Quanto à mensagem - Esta pode ser de três tipos: Histórica, profética e doutrinária

6.                Quanto à fonte - também existem três fontes de mensagens na Bíblia: Deus: Ele fala continuamente em Sua mensagem, tanto diretamente quanto por meio de Seus servos. Homem: O homem também fala de si mesmo no texto sagrado. Dn 4 foi inteiramente escrito por um homem ímpio. Diabo: A Bíblia também registra mensagens dele.

Nota - é claro que nos casos 2 e 3 acima a inspiração divina está apenas no registro da mensagem e não na fonte dela.

Procure então, ao ler a Bíblia procurar saber quem é que fala pois isto evitará sérias confusões.

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