O Homem do Pecado

21/09/2012 09:40

 

A manifestação do homem do pecado acontecerá durante os sete anos da Grande Tribulação, mas antes ocorrerá a apostasia. O que é apostasia? É rebelião contra Deus. Assim podemos ver alguma apostasia em nossos dias (2 Tm 3.1-5) mas será muito pior naquele dia, quando haverá uma rebelião mundial contra Deus.

movimento ecumênico que hoje vemos continuará após a Igreja ser arrebatada pois este movimento representará a igreja falsa e será composta pelos falsos crentes que não fizeram parte do arrebatamento. Seu juízo já está declarado em Ap 17.18. Muitos tentam reconhecer na Babilônia uma determinada religião, contudo apesar da profecia ser bem clara no tocante a sede desta organização (Ap 17.9) será na realidade uma reunião ecumênica.

A influência dos verdadeiros crentes deixará de existir quando a igreja for retirada. Quando o “Sal da Terra” e a  “Luz do Mundo” desaparecer o homem do pecado não mais terá obstáculos que o impeça de se manifestar. (Mt 5.13-16; 2 Ts 2.3) .

Não devemos ver neste homem do pecado uma visão simbólica ou uma instituição, ou ainda um sistema ou organização. Antes será um homem de carne e osso.

Após fazer diferentes sinais este homem irá sentar-se no templo de Deus, fazendo-se passar por deus. Quando isto acontecer a apostasia terá atingido o seu cume, e cumprir-se-á  a profecia de Daniel, confirmada pelo Senhor (Dn 12.11; Mt 24.15) . Isto se dará na metade da Grande Tribulação (Dn 9.27) . O homem do pecado é a segunda besta do Apocalipse 13. A primeira sai do mar e terá o poder sobre as nações do mundo como ditador. Este poder vem do diabo. Mar em geral,  tipifica as nações do mundo. A segunda sairá da terra, que geralmente tipifica Israel, donde se crer que este será um judeu. Esta besta irá imitar Cristo como profeta e rei. Esta besta é como um cordeiro, outra imitação de Cristo, mas fala como dragão (Ap 13.11). A segunda besta é o Anti-cristo, e apesar dos homens terem rejeitado a Deus continuará existindo dentro do homem a necessidade de Deus. Assim aceitarão facilmente esse substituto e o adorarão como objeto de suas depravações. Todos se admirarão de suas “maravilhas”, de seu poder e milagres que ele fará e o adorarão como deus.

ministério da iniquidade é antigo e já operava desde os tempos da Igreja Primitiva (v 7). Ou seja, desde aquele tempo o espírito do Anti-cristo já operava e ainda continua operando (1 Jo 2.22; 4.3). Contudo se este espírito opera desde o início, alguém o detém, no tempo de Paulo muitos pensaram que fosse o Império Romano, outros que foram os Reis e governos que impuseram ordem no decorrer dos Séculos. Isto não faz sentido devido a maldade que ocorre no mundo e que a História nos diz que muitas vezes é promulgada pelos próprios governantes.

Contudo quem o detém é o Espírito Santo que vive em cada crente (Rm 8.9; 1 Co 6.19). Muitos acham que não é o Espírito Santo porque Ele continuará atuando sobre a terra. Mas esta atuação será como no início, operando apenas em alguns homens como no Antigo Testamento e a sua morada será nos céus. Embora muitas vezes a Igreja pareça fraca, débil, e muitas vezes em ruínas hoje em dia, ainda continua sendo uma força que Satanás não pode derrotar. O crente mais débil e fraco tem poder para resistir o diabo e fazê-lo fugir. A debilidade que sentimos está na nossa falta de fé e porque não valorizamos o poder que está em nossas mãos. Nunca devemos nos esquecer que somos a única autoridade existente que tem poder para fazer restrições ao poder de Satanás. Quando ele ruge como leão (1 Pe 5.8) mão ruge como que aguardando (Am 3.4) mas pela importância e sim, com frustração pois ele não pode agir como quer pois seu poder foi tirado na cruz (Cl 2.15) e ele não pode conquistar a Igreja que caminha como um exército indomável  que marcha para a uma vitória que não nos pode ser tirada (Rm 8.27).

Quando a Igreja for tomada aos céus, todas as restrições sobre Satanás será retirada e seus planos infernais poderão seguir livre de impecílio (2 Ts 2.7-8). A expressão no presente é a Igreja estando na Terra.

Contudo Deus nos garante que este poder do diabo será apenas por um curto período de tempo pois o fim dele está profetizado (Ap 19.20). Esta destruição não é aniquilamento, mas derrubada completa. Seu poder será tirado e logo julgado.

O Período do Anticristo

2Ts 2.3,4 “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”

Segundo a Bíblia, está para vir o Anticristo (cf. 1Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra Cristo e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor Jesus Cristo estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o Anticristo são “o homem de pecado” e “o filho da perdição” (2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são “a besta que sobe do mar” (Ap 13.1-10), a “besta de cor escarlate” (Ap 17.3) e “a besta” (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10).

Sinais da vinda do Anticristo

Diferente do arrebatamento da igreja (VER O ESTUDO: O ARREBATAMENTO DA IGREJA), a vinda do Anticristo não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na terra: o “mistério da injustiça” que já opera no mundo, deverá intensificar-se (2.7); virá a “apostasia” (2.3); “um que, agora, resiste”, deve ser afastado (2.7).

“mistério da injustiça”, i.e., a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro (ver 2.7), aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no NT (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7; ver Ap 2.7). Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do Espírito até ser arrebatada (ver Ef 6.11).

Ocorrerá a “apostasia” (gr. apostasia), que literalmente significa “desvio’’, “afastamento’’, “abandono’’ (2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica.

Tanto o apóstolo Paulo quanto Cristo revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja — moral, espiritual e doutrinariamente — à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.

Essa “apostasia” dentro da igreja terá duas dimensões. (i) A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de Cristo quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a Deus e seus padrões (2Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade). (ii) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus (Is 29.13; Mt 23.25-28; VER O ESTUDO: A APOSTASIA PESSOAL). Muitas igrejas permitirão quase tudo  para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver 1Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de Deus e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2Tm 3.1-5; 4.3).

Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de Deus é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra Deus e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de Deus contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9).

O triunfo final do reino de Deus e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de Deus, quando Ele se manifestará ao mundo com justo juízo (Ap 19—22; ver  2Ts 2.7,8; 1Tm 4.1  2Pe 3.10-13; Jd).

Um evento determinante deverá ocorrer antes do aparecimento do “homem do pecado” e do Dia do Senhor começar (2.2,3), que é a saída de alguém (2.7) ou de algo, que “detém”, resiste, ou refreia o “mistério da injustiça” e o “homem do pecado” (2.3-7). Quando o restringidor do “homem do pecado’’ for retirado, então poderá começar o Dia do Senhor (2.6,7).

O que agora o detém é, sem dúvida, uma referência ao Espírito Santo, pois somente Ele tem poder de deter a iniqüidade, o homem do pecado e Satanás (2.6). Esse que agora o detém ou resiste (2.7), leva no grego o artigo definido masculino e ao mesmo tempo o artigo definido neutro, em 2.6 (“o que o detém”). De modo semelhante, a palavra “Espírito” na língua grega pode levar pronome masculino ou neutro (ver Gn 6.3; Jo 16.8  Rm 8.13; ver Gl 5.17, sobre a obra do Espírito Santo a restringir o pecado).

No começo dos sete anos de tribulação, o Espírito Santo será “afastado” (v. 7). Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniqüidade e ao surgimento do Anticristo. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O Espírito Santo, todavia, agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a Cristo e dando-lhes poder (Ap 7.9, 14; 11.1-11; 14.6,7).

Retirando-se o Espírito Santo, cessará a inibição à aparição do “homem do pecado”, no cenário terreno (2.3,4). Deus então liberará uma influência poderosa enganadora sobre todos os que se recusam a amar a verdade de Deus (ver 2.11); os tais aceitarão as imposturas do homem do pecado, e a sociedade humana descerá a uma depravação jamais vista.

A ação do Espírito Santo restringindo o pecado é levada a efeito em grande parte através da igreja, que é o templo do Espírito Santo (1Co 3.16; 6.19). Por isso, muitos expositores da Bíblia acreditam que a saída do Espírito Santo é uma clara indicação de que o arrebatamento dos santos ocorrerá nessa ocasião (1Ts 4.17). Noutras palavras, a volta de Cristo, para levar a igreja e livrá-la da ira vindoura (1Ts 1.10), ocorrerá antes do início do Dia do Senhor e da manifestação do “homem do pecado.

Entende-se, nos meios eruditos da Bíblia, que o restringente em 2.6 (no gênero neutro) refere-se ao Espírito Santo e seu ministério de conter a iniqüidade, ao passo que em 2.7, “um que, agora” (no gênero masculino) refere-se aos crentes reunidos a Cristo e tirados daqui, i.e., arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, a fim de estarem sempre com Ele (1Ts 4.17).

As Atividades do Anticristo

Ao começar o Dia do Senhor, “o iníquo” aparecerá neste mundo. Trata-se, no meios eruditos da Bíblia, de um governante mundial que fará aliança com Israel por sete anos, antes do fim da presente era (ver Dn 9.27).

A verdadeira identificação do Anticristo será conhecida três anos e meio mais tarde, quando ele romper sua aliança com Israel, tornar-se governante mundial, declarar ser Deus, profanar o templo de Jerusalém, proibir a adoração a Deus (ver 2.4, 8,9) e assolar a terra de Israel (ver Dn 9.27  11.36-45).

O Anticristo declarará ser Deus, e perseguirá severamente quem permanecer leal a Cristo (Ap 11.6,7; 13.7, 15-18; ver Dn 7.8, 24,25 notas). Exigirá adoração, certamente sediada num grande templo que será usado como centro de seus pronunciamentos (cf. Dn 7.8, 25; 8.4; 11.31, 36). O homem aspira tornar-se divino desde a criação (ver 2.8  Ap 13.8,12).

O “homem do pecado’’ fará mediante poder satânico, grandes sinais, maravilhas e milagres a fim de propagar o engano (2.9). “Prodígios de mentira” significa que seus milagres são sobrenaturais, parecendo autênticos, para enganar as pessoas e levá-los a crer na mentira. (a) Tais demostrações possivelmente serão vistas no mundo inteiro, pela televisão. Milhões de pessoas ficarão impressionadas, enganadas por esse líder altamente convincente, por não darem a devida importância à Palavra de Deus nem ter amor às suas verdades (2.9-12). (b) Tanto as palavras de Paulo (2.9), quanto as de Jesus (Mt 24.24) devem despertar os crentes para o fato de que nem todo milagre provém de Deus. Aparentes “manifestações do Espírito” (1Co 12.7-10) ou fênomenos supostamente vindos da parte de Deus devem ser provados à base da obediência a Cristo e às Escrituras, por parte da pessoa atuante. 

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