O Arrebatamento da Igreja

21/09/2012 09:38

 

Introdução

Este é mais um evento que por muitos é contestado. Fato este que só é contestado pelas pessoas que não conseguem mais distinguir uma série de verdades bíblicas. Mas após termos considerado, a luz das Escrituras os fatos acima, torna-se mais fácil de aceitarmos, pois se , segundo a Bíblia, seguramente existe um futuro para Israel e que não pode ser cumprido enquanto a Igreja estiver aqui, então temos que aceitar o rapto secreto da Igreja!

Quando Cristo vier para separar as ovelhas, embora estas representem crentes, todavia estes crentes não pertencem a Igreja.

Surge então uma pergunta: Haverá crentes não pertencentes à Igreja? Sim, certamente! Quem descorda acha que a Igreja existe desde Adão e estará na Terra até o último dia. Contudo esta afirmação não é verdadeira. Baseado na Bíblia posso afirmar que a Igreja subsiste somente desde o dia de Pentecostes e estará sobre a Terra até o seu arrebatamento aos céus, fato este que ocorrerá um certo tempo antes do aparecimento de Cristo. Após o Arrebatamento haverá crentes tanto em Israel como entre os gentios, mas não pertencentes a Igreja como os crentes do Velho Testamento. Isto não quer dizer que estes crentes, não pertencentes à Igreja, foram salvos sem serem remidos no Sangue de Jesus. Antes, o Novo Nascimento e a Remissão dos pecados são posse de todos os crentes de todos os tempos. Contudo não é essa a característica principal de um adepto da Igreja e isto a Bíblia confirma! A principal característica é sim a posse do Espírito Santo habitando em si! E Isto só ocorreu no dia de Pentecostes (At 2)! Foi aí que os crentes foram batizados tornando-se um só corpo, que é a Igreja. Paulo também ensina isso quando diz que a Igreja é edificada sobre o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas (Ef 2. 19-22; 3.1-6). Além disso Paulo enfatiza que no Velho Testamento a Igreja era um mistério oculto aos homens (Ef 3. 1-12; Rm 16.25-27; Cl 1.26 a 2.3). A “EKKLESIA” de Israel no deserto citada por Estevão (At 7.38) nada tem a ver com a Igreja. Assim como a “EKKLESIA” do povo em Éfeso tão-pouco tem algo a ver com a Igreja. A congregação de Israel era um povo que de modo algum tinha a ver com a congregação dos crentes. Somente uma pequena parte era renascida, o resto não, embora todos pertencessem a congregação de Israel. Também havia renascidos foram de Israel: Melquisedeque, Jó, Naamã. Porém pertenciam estes à Igreja? Não, pois se existisse uma Igreja no Velho Testamento, deveria ter ocorrido uma união entre os renascidos de Israel com os dos outros povos. Esta união, embora houvessem filhos de Deus antes da cruz, não pode ser chamada de Igreja, pois eles estavam dispersos e nunca foram reunidos em um só corpo. E Cristo veio justamente para isso: reunir à um só corpo os filhos de Deus que andavam dispersos (Mt 10.6, 15-24; Is 53.6; 1 Pe 2.25). A Igreja pode assim, no dia de Pentencostes ser fundada, baseada na cruz, tendo todos os crentes reunidos, através do derramamento do Espírito Santo a uma unidade, um só organismo, um só corpo, formando a partir deste instante a Assembléia ou Igreja de Deus. (Hb 12.22 e 23)

Claro que não os estamos tirando debaixo da Remissão. Baseado no Sangue de Cristo, todos os crentes, de todas as épocas, recebem a remissão eterna (Hb 9.20 - 23). Mas, Cristo consumou na cruz muito mais do que era necessário para a remissão eterna! E agora, Ele pode oferecer a Igreja muito mais do que a remissão eterna! O Senhor Jesus glorificou a Deus de tal forma que Deus o colocou num lugar de glória, acima de todas as coisas, e o glorificou a sua destra (Jo 13.31-32; 17.1-5 e 22) o grandioso é que nós, os membros da Igreja de Cristo, fomos colocados, por Deus, em Cristo, na mesma posição em que Ele, de tal forma estamos ligados em Cristo (Jo 17.22; Ef 1.18 a 22; 2.2-4; Cl 3.1-3).

Sem dúvidas, os crentes do Velho Testamento estão nos “céus”, porém definitivamente não é este o lugar que eles anelavam. Deus lhes prometeu bênçãos terrenas, e usufruir o governo do Messias, e, por isso, eles esperam a ressurreição e finalmente Nova Terra. Tão certas eram as bênçãos terrenas que Moisés as propôs ao povo (Dt 28.1-14). Assim também os profetas as propunha ao povo quando anunciavam o Messias (Is 11 e 15; Jr 31; Jl 3;; Sf 3; Zc 8). Todavia as benções típicas da Igreja não são terrenas, nem a esperança do Cristão dirige a permanência sobre esta Terra, e muito menos à uma Nova Terra. Nós já estamos em Cristo, acentados em lugares celestiais (Ef 2.6), e é esta a posição que nos caracteriza, estamos ligados a um Homem glorificado à direita de Deus (No Velho Testamento ainda não havia nenhum homem no céu glorificado). E por toda a eternidade será o céu, a Casa do Pai, o lugar que nos é reservado. Cristo já foi preparar-nos lugar! E Ele voltará para nos levar para si, para que onde Ele estiver aí nós estejamos também! Aleluia!

1Ts 4.16,17 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo    ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”

termo “arrebatamento” deriva da palavra raptus em latim, que significa “arrebatado rapidamente e com força”. O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por “arrebatado” em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo.

Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11—20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (ver Ap 20.6).

Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.52).

Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.

Estarão literalmente unidos com Cristo (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu (ver Jo 14.2,3 notas), e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18).

Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fp 3.21), de toda perseguição e opressão (ver Ap 3.10), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da “ira futura” (ver 1.10  5.9), ou seja: da grande tribulação.

A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos “sempre com o Senhor” (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10).

Paulo emprega o pronome “nós” em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos Te essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1Co 15.51,52; Ap 22.12,20).

Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui, no arrebatamento (ver Mt 25.1; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (ver Ap 17.1), sujeitos à ira de Deus.

Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (5.2-10; ver 5.2). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de Cristo, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (ver Mt 24.42,44).

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