Liturgia

21/09/2012 09:59

 

1.          Liturgia Pentencostal e Neopentecostal - Introdução

Recentemente, alguns pentecostais e carismáticos defenderam várias formas de teologia do  “Reino de Deus agora” que, em alguns casos, têm representado um afastamento do conceito do arrebatamento antes da tribulação e/ou da interpretação pré-milenista da Bíblia.

Fiscalizando a sociedade Cristã da atualidade, e desconsiderando ou minimizando a ênfase sobre o arrebatamento da igreja. Mas não necessariamente a 2a  vinda do Cristo, esse ensino tem gerado graves controvérsias.

O simples fato do surgimento dessas perspectivas - demonstra que os pentecostais estão preocupados em descobrir suas responsabilidades como Cristãos na sociedade.

Hoje abundam as referências ao Reino de Deus nas publicações das Assembléias de Deus. O valor para - o estudo contínuo das doutrinas mais queridas talvez seja profundo e de amplo alcance, conservando diante da memória dos pentecostais as riquezas da Palavra de Deus.

O Pentecostalismo surgiu no movimento da santidade do século XIX. A formulação do evangelho integral, o zelo pela evangelização do mundo nos últimos dias precipitaram os reavivamentos em Topeka, Los Angeles, e os muitos que se seguiram.

Os movimentos pentecostais e carismáticos, neste século, indicam que algo de significância incomum ocorreu na história da Igreja: Deus derramou, em todos os lugares, o Espírito Santo sobre os cristãos que buscam ter uma vida cheia do Espírito, caracterizada pela santidade e pelo poder espiritual. O revestimento divino de poder, concedido pelo batismo no Espírito, outorga a compreensão da sua atividade no mundo, maior sensibilidade diante da sua orientação, uma nova dimensão de oração e poder espiritual para realizar as tarefas missionárias.

Quando os pentecostais independentes organizaram o Concílio geral, em 1914, fizeram-no com o propósito de ganhar o mundo para Cristo. A urgência e os problemas daqueles tempos exigiam a cooperação entre os batizados no Espírito. Os líderes eclesiásticos reconheceram a importância do estudo da Bíblia e da doutrina para proteger as congregações da heresia, mas de modo mais significante, para equipar os cristãos “para a obra do ministério” (Ef 4:12).

O desenvolvimento doutrinário na denominação assumiu várias formas: O preâmbulo, a declaração das verdades fundamentais, o regulamento interno, os informes de tomada de posição artigos e editoriais nas revistas, folhetos, livros, currículos da Escola Dominical, cânticos e poesias.

Os professores da Escola dominical, os dirigentes do louvor, os pastores, os líderes denominacionais todos são chamados para proclamar as boas-novas da salvação, para discipular os convertidos.

A demora da volta do Senhor e o contexto cultural em mudança, oferecem cada vez mais desafios à fé e por isso, as questões teológicas merecem, cada vez mais, atenção e respostas convincentes. Da mesma forma, a crescente identificação com o evangelismo tem levado reflexões cada vez mais profundas sobre a qualidade distintiva das crenças pentecostais. Desde a segunda Guerra Mundial, o interesse evangélico pelo ensino Bíblico sobre o reino de Deus, enriqueceu o estudo das doutrinas dentro das Assembléias de Deus.

O cenário contemporâneo conclama a Igreja a reexaminar a sua fidelidade a Deus e a sua missão no mundo. O estudo sério das Escrituras em espírito de oração, da teologia, da missiologia e da história eclesiástica, portanto, constitui-se num dom importante do Cristo ressurrecto à sua igreja.

2.          Diferença entre Pentecostalismo e Neopentecostalismo

1.               Definição:

Pentecostalismo [Do grego pentekosté, festa do quinquagésimo dia]: Movimento evangélico surgido nos Estados Unidos no início deste século, cuja ênfase é a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. Assim é chamada por ter o Espírito Santo descido sobre os discípulos no dia de Pentecostes.

Neopentecostalismo: Surgido em meados do século XX, o neopentecostalismo foi recebido como uma esperada alternativa aos evangélicos que, embora não se sentissem bem nas denominações históricas, achavam-se pouco à vontade no pentecostalismo clássico. Apesar de não emprestar tanta ênfase ao batismo no Espírito Santo e aos dons espirituais, faz questão de dinamizar sua liturgia. Alguns vêem o neopentecostalismo clássico e as igrejas tradicionais. É a opção evangélica da classe média.

Atualmente, o neopente-costalismo vem dando ênfase à teologia da prosperidade e a confissão positiva.

2.               Liturgia atual pentecostalismo e Neopentecostalismo

a.                  Pentecostalismo: Oração; 3 hinos da harpa Cristã; Leitura oficial; Oração; Apresentação; Oportunidades; Pregação da palavra de Deus (com apleo); oração final e benção apostólica

b.                  Neopentecostalismo: oração; leitura introdutória; Louvor congregacional +/- 45 minutos; uma ou duas apresentações (louvor p/ um cantor ou grupo); Explanação da palavra (não necessariamente a mesma introdutória); Apelo e convite para quem queira oração (crentes ou não); Oração final e benção apostólica.

3.          O Desenvolvimento do ensino teológico pentecostal no Brasil

O movimento pentecostal no Brasil teve início em 1911 através dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Virgren, alcançados pelo avivamento que varreu os Estados Unidos no começo do século. Ele deu origem a Assembléia de Deus, que, em suas primeiras décadas de existências, não teve o ensino teológico formal como a sua prioridade básica. Sendo um movimento essencialmente apostólico, concentrou todos os seus recursos na evangelização de um país culto território e várias vezes maior que a Europa Ocidental.

Mas isto não significa que a Assembléia de Deus brasileira haja descurado do estudo das doutrinas cristãs. Gunnar Virgren era um Pastor com formação teológica, e muito se preocupou em  instruir os primeiros crentes, com ênfase para as doutrinas pentecostais. Logo na primeira página do primeiro número da voz da verdade, o primeiro jornal editado “Jesus é quem batiza com Espírito Santo”. A imprensa pentecostal mostra dessa maneira que o seu principal intento não é propriamente a notícia, e sim a divulgação doutrinária.

Em 1919 surge a Boa Semente. Em 1929, o Som Alegre. Já no primeiro número deste período, Gunnar Virgren mais uma vez deixava bem clara a preocupação do movimento pentecostal com o ensino teológico. “O Batismo no Espírito Santo, os dons espirituais, e a próxima e gloriosa vinda do Senhor”. Nota-se aí que, além da ênfase nas doutrinas pentecostais, principalmente o batismo com o Espírito Santo e as línguas estranhas como a sua evidência inicial, outra característica predominante do movimento pentecostal no Brasil foi a crença na vinda do senhor como algo prestes a acontecer, o que implicará também na busca da santidade. Esta era um alvo daqueles que ansiavam subir ao encontro do Senhor.

A mesma linha doutrinária seria adotada pelo Mensageiro da Paz, fundado em 1930, viria a substituir os periódicos anteriores. Nessa época, a Assembléia de Deus já era a principal denominação evangélica do Brasil. e apesar de a grande maioria de seus obreiros ser composta de homens leigos e quase sem instrução, ela podia contar com o Mensageiro da Paz que, a rigor, não era apenas o evangelista silencioso, mas o professor silencioso e domiciliar que chegava onde nenhum seminário poderia ser instalado. Embora informal, o mensageiro da Paz vem proporcionando aos seus leitores, desde a sua fundação, uma ampla gama de estudos bíblicos, devocionais e notas homiléticas.  Ele tem sido o instituto bíblico à distância de várias gerações de pentecostais.

Outro fator de progresso do ensino teológico no meio pentecostal brasileiro foram as escolas bíblicas dominicais. Realizadas com o apoio de literatura fornecida pela CPAD, institui-se no principal instrumento de divulgação entre os crentes das doutrinas que caracterizam o movimento, ensejando-lhe a oportunidade de apregoar com segurança a sua fé.

Ressalte, ainda, a importância da literatura na consolidação da teologia pentecostal. Além das lições bíblicas para a Escola dominical, não só obreiros mas os crentes em geral puderam contar com o concurso de boas obras para consolidar as suas raízes. Dois grandes nomes foram os pioneiros da literatura pentecostal no Brasil: Orlando Boyer e Emílio Conde, este considerado o apóstolo da imprensa evangélica no país.

No entanto, o que mais influenciou a formação teológica dos obreiros pentecostais no Brasil foi a criação das escolas bíblicas para a divulgação do ensino teológico. Conquanto não se tenha uma data precisa de quando elas tiveram início, pode-se dizer que as escolas bíblicas desempenharam papel decisivo na estruturação teológica no movimento pentecostal no Brasil. duravam geralmente de 15 dias a um mês e contavam com professores especialmente convidados a ministrar matérias bíblicas, teológicas ou eclesiásticas, segundo o currículo mínimo estabelecido. Via de regra, concedia-se aos alunos um certificado d conclusão do curso. Foram expoentes dessa época, como sistematizadores das doutrinas esposadas pelo movimento pentecostal, Samuel Nystrom, J.P. Kolenda, Eurico Bergstén, Lawrence Olson, João de Oliveira, José Meneses e mais recentemente, Alcebíades Pereira Vasconcelos e Estevam Ângelo de Souza.

O passo seguinte foi o estabelecimento do ensino teológico formal, que encontrou inicialmente, algumas resistências. Havia a preocupação de que os estudantes priorizassem o academicismo teológico em detrimento da ação do Espírito Santo em suas vidas. Todavia, isto não impediu que em  23 de março de 1959 fosse fundado em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, o Instituto Bíblico das Assembléias de Deus. Tendo como fundadores o casal de missionários João Kolenda Lemos e Ruth Doris lemos, o IBAD foi responsável pela formação teológica e cultural de muitas lideranças expressivas do Brasil e até os obreiros de outros países. Em 1962 o missionário Lawrence Olson estabelece no Rio de Janeiro o Instituto Bíblico Pentecostal. E, à semelhança do IBAD, em São Paulo, o IBP marcou toda uma geração de evangelistas, pastores, missionários e professores. Desponta, nessa época, outro expoente do pensamento teológico pentecostal brasileiro: Pasto Antônio Gilberto, editor da Bíblia de Estudo Pentecostal em Português.

Paralelamente, começaram a surgir outras vertentes do movimento pentecostal do Brasil, “incentivadas pelas cruzadas nacionais de evangelização que percorreram o país usando tendas como templos improvisados”. Esta expansão alcançou também as denominações tradicionais, e foi marcada pela ênfase na contemporaneidade dos dons espirituais, principalmente da cura divina. Considerado o pai da renovação pentecostal entre as igrejas tradicionais, Eneas Tognini muito contribuiu para sistematização teológica nesta nova fase do pentecostalismo, seguindo basicamente as linhas históricas do movimento. É a partir desse movimento que duas vertentes teológicas passam a predominar no movimento pentecostal brasileiro: os históricos, que crêem nas línguas estranhas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo, e os neopentecostais, que crêem no batismo com o Espírito Santo sem que, necessariamente, as línguas estranhas sejam a evidência inicial.

Como se vê, os pentecostais brasileiros ainda que empiricamente, sempre se preocuparam com o ensino teológico. Hoje, com milhões de membros em todo país, conta com institutos bíblicos, seminários e faculdades teológicas devidamente estabelecidos em todas as regiões. Eles passam s desfrutar agora do inestimável concurso desta teologia sistemática que, através do prisma do movimento pentecostal, apresenta as grandes doutrinas bíblicas.

4.          Pentecostes e o pentecostes Cristão

Declaração geral - como já foi dito o termo pentecostes é de origem grega, referindo-se a “cinquenta” dias. A festa religiosa bíblica do pentecostes ocorria exatamente cinquenta dias após a Páscoa (Lv 23:15-21; Dt 16:9-12) muito eruditos supõem que sua origem ora alguma festa da colheita, celebrada pelos cananeus e por outros povos da área.

Então Israel teria tomado por empréstimo o mesmo, depois de ter-se estabelecido na palestina, posto que conferindo a mesma um significado diferente. O pentecostes era celebrado ao final da sete semanas, envolvidas na colheita do cereal.

Nos escritos bíblicos mais antigos, era chamada de festa da colheita ou << festa das semanas>> (Dt 16:10). Na literatura judaica não bíblica, veio a ser associada ao aniversário da revelação da lei no monte Sinai segundo o registro do décimo nono capítulo de Êxodo.

Uso do vocábulo, a palavra << pentecostes>>, a partir do século. IV A.C., em diante, passou a ser usada em conexão com um imposto sobre as mercadorias, cobrado pelo Estado.

Dentro do seu uso não-bíblico, a palavra era um termo técnico originalmente ligado ao imposto sobre as cargas no porto de Piracus. Mas, em Israel não havia qualquer conotação de um imposto sobre as primícias do produto do campo.

O livro de Jubileus (6:21) revela-nos que se revestia de um duplo significado: uma referência às semanas e também às primícias. Sua relação com a outorga da lei foi ainda uma outra significação que essa palavra acabou por adquirir.

Em Israel, a festa do Pentecostes é celebrada no sexto dia do mês de Sivã: e entre os judeus fora de Israel, no sexto e sétimo dia do mês de Sivã (entre a segunda metade de maio e a primeira metade de junho). Na diáspora, essa festividade perdeu completamente o seu caráter agrícola, tornando-se, puramente uma festa do tempo da outorga de nossa lei (a Torah). Esse é o aspecto que atualmente permeia a liturgia e as orações associadas às sinagogas modernas.

5.          O Pentecostes e o domingo de Pentecostes

O pentecostes veio a tornar-se um feriado cristão que celebra a descida do Espírito Santo. Ocorre (50) cinquenta dias após a páscoa, pelo que foi retido o seu nome pentecostes, com um sentido tipicamente cristão vinculado à descida do Espírito Santo (a outorga da lei do Espírito) o seu antítipo, a doação da lei mosaica. A comunidade anglicana chama esse feriado religioso pelo seu nome inglês, Whistsunday, que literalmente significa “domingo branco”. Esse dia é assim chamado por causa das vestes de cor branca usadas por pessoas recém-batizadas, naquele dia.

6.          Pentecostes judaico

Temos no Novo Testamento na palavra pentecostes uma designação grego-helenista para a festa hebraica das semanas, cuja instituição é descrita em Lv 23:15-21. O termo festa das semanas, faz uma alusão às diversas semanas que se tinham de passar entre a páscoa e essa observância. Passavam-se sete semanas (50 dias) entre as duas ocorrências, calculadas a começar do primeiro dia após o primeiro sábado da páscoa (Lv 23:15-16). Os judeus que falavam o grego chamavam a essa festa de Pentecostes, por ser observada no quinquagésimo dia após o tempo que acabamos de mencionar. Ambas as designações aparecem em Tobias 2:1. A páscoa estava associada à colheita da cevada. O Pentecostes, pois assinalava o término da colheita da cevada, que começava quando a foice era pela primeira vez lançada no grão (Dt 16:9). Também se considerava o começo dessa colheita ao serem movidos os molhos, “no dia imediato ao sábado”. (Lv 23:11, 12 a). Já a festa de Pentecostes marcava a colheita do trigo e agia como espécie de santificação de todo o período da colheita, da Páscoa ao Pentecostes.

As festas não se limitavam aos tempos do Pentateuco, mas a sua observância é indicada nos dias de Salomão, (II Cr 8:13), como a segunda das três festas anuais (Dt 16:16). Essas três grandes festas anuais eram: a festa dois pães asmos que veio tornar-se parte integrou da celebração da páscoa, embora tivesse sido instituída como celebração separada, (Mt 26:17; Jo 2:13), a festa das semanas (pentecostes) e a festa dos tabernáculos (Jo 7:2).

todas essas três festividades requeriam a presença de todos os indivíduos de sexo masculino em Jerusalém, a fim de que participassem das cerimônias e celebrações.

7.          Observações sobre o pentecostes e o Sinai

No período intertestamentário e posteriormente a festa de Pentecostes era reputada como aniversário da entrega da lei mosaica, no Monte Sinai. (Jubileus 1.1com 6. 17; Teumude Babilônico, Pensashim 68b e Midras, Tanhuma 26c). Os saduceus celebravam essa festa no quinquagésimo dia (cômputo inclusivo, em que o primeiro dia de uma série é incluído no cálculo), começando pelo primeiro domingo após a celebração da Páscoa. Esse era o cálculo que regulava a observância pública do Pentecostes, enquanto esteve de pé o templo de Jerusalém. Por conseguinte a igreja Cristã está justificada por sua observância do primeiro Pentecostes cristão em um primeiro dia da semana ou domingo, também chamado de domingo branco, termo esse criado com base nas vestes brancas que os candidatos ao batismo costumavam usar, prática essa que ficou vinculada a festa do pentecostes.

A festa do Pentecostes era proclamada como dia de santa convocação, durante a qual nenhum trabalho manual podia ser feito, exceto aquilo diretamente associado à observância dessa festividade. Todos os indivíduos do sexo masculino estavam na obrigação de comparecer ao santuário de Jerusalém. (Lv 23:21). Nessa ocasião, dois pães assados, de farinha de trigo nova e sem fermento, eram trazidos para fora da tenda da congregação e eram movidos pelo sacerdote na presença do Senhor, juntamente com as ofertas de sacrifício cruento, pelo pecado e com as ofertas pacíficas, que expressavam agradecimento (Lv 23:17-20). Era considerado o Pentecostes como um dia de era essencialmente, um dia júbilo, conforme também nos diz Dt 16:16 e era essencialmente, um dia em que o povo rendia graças a Deus pelo abundante suprimento da colheita porém, essa festa também estava vinculada à memória do livramento de Israel da escravidão egípcia (Dt 16:12) e do fato de que os israelitas eram um povo que firmara pacto com Deus (Lv 23:22). O fato da aceitação das ofertas pressupunha a renovação do pecado e a reconciliação com Deus, e por isso é que sacrifícios eram oferecidos em conjunção com as demais atividades próprias das festas.

Dentre todas as festividades religiosas do calendário judaico, essa era a mais intensamente frequentada, porquanto as condições atmosféricas prevalecentes  favoreciam as viagens tanto por mar como por terra. Por outro lado, os perigos durante as viagens devido às más condições do tempo, no princípio da  primavera e no fim do outono, impediam muitas pessoas de virem a capital Jerusalém durante as festas da Páscoa e dos tabernáculos. Portanto, por ocasião da festa de Pentecostes, chegavam a Jerusalém representantes judeus e gentios vindos tanto da Judéia como de muitas outras nações, mais do que em qualquer outro período do ano.

8.          O Pentecostes Cristão

Atos 2:1: Ao cumprir-se o dia de Pentecostes estavam todos reunidos no mesmo lugar.

As palavras ao “cumprir-se o dia” foi uma expressão utilizada que deveria ser traduzida por “estava sendo cumprido”. Trata-se de um modo de expressão hebraico, que encara a sucessão de dias que levava ao dia de Pentecostes (partindo da páscoa), como uma quantidade ou medida que deveria ser preenchida. Assim sendo enquanto não chegasse o dia de Pentecostes, tal medida não ficaria preenchida. Porém, chegada aquela data, tal medida ficava repleta; e isso meramente significa que o dia em questão havia chegado.

No mesmo lugar. Provavelmente está em foco aqui o cenáculo, onde o Senhor Jesus proferia a sua preciosa promessa concernente à vinda do Espírito Santo, e onde os apóstolos posteriormente se reuniram em outras ocasiões memoráveis, conforme nos indica o trecho de Atos 1:13.

O Pentecostes cristão trata-se da comemoração da descida do Espírito Santo sobre a Igreja, em cumprimento à promessa de Cristo a respeito. Podemos observar os seguintes elementos, em resultado do que sucedeu naquele dia que se tornou distintamente cristão, em confronto com o pentecostes conforme era comemorado pelos judeus.

A igreja nasceu como primícias ou primeiro frutos da humanidade, para Cristo. Deu-se início ao grande recolhimento de pessoas de todas as nações, no seio da igreja, que assinala o começo da transformação dos remidos segundo a imagem moral e metafísica de Cristo (Rm 8:29). Temos ali a colheita espiritual dos homens para dentro do reino dos céus (I Co 12:13). Naturalmente, isso assinalou o princípio de uma grande e nova dispensação - a era da graça - a qual Deus trata dos homens de maneira mais perfeita e íntima a fim de produzir a redenção dos mesmos.

Para o crente individual a descida do Espírito Santo foi e é a garantia e o selo de sua completa regeneração, glorificação e participação na natureza divina (II Pd 1:4), porquanto o Espírito Santo é o agente de toda essa operação divina, por ser ele a emanação da presença de Deus em nós, o “alter ego” de Cristo, cujo designo é o de terminar a obra da redenção, que teve começo no ministério terreno de Jesus Cristo.

Posto que esse acontecimento corresponde ao dia em que a lei Mosaica foi outorgada, no Monte Sinai, o pentecostes do cristianismo pode ser historicamente encarado como o começo daquela nova lei que é implantada nos corações dos homens, o que os capacita a observarem-na, pois o poder para que o crente observa a lei da liberdade é conferido juntamente com essa própria lei (II Co 3:3 e Rm 8:1-4).

O princípio da nova vida, no Espírito Santo, assinala o término da escravidão ao esquema deste mundo, tal como o Sinai assinalou o começo de uma nova vida para a nação de Israel, em que ela foi liberta da escravidão ao Egito.

O Pentecostes também marca um dia de ação de graças e de comemoração, porque a obra do Espírito Santo, naquele dia, foi um daqueles “tempos” ou “’épocas” que o Pai reservou para a sua exclusiva autoridade e através do que, uma vez completado, a nação inteira haverá de encontrar o seu centro na pessoa de Cristo e será finalmente estabelecida uma ordem social completa e universal que será a grande característica dos séculos eternos.

O dia de pentecostes trouxe uma experiência unificadora, unindo judeus e gentios, perfazendo uma só igreja (I CO 12:13) e conferindo unidade espiritual (Ef 4:1), o que envolve muitos aspectos, (At 1:14). Os crentes estão unidos em fato e em ato.

A maioria dos intérpretes acredita que o Pentecostes assinalou o começo da igreja Cristã. A presença do Espírito Santo é a característica distintiva da igreja, a qual dificilmente poderia ter vindo à existência sem essa característica.

E embora houvesse tantos deles, reunidos mostraram-se muito unânimes e pacíficos. Não houve conflitos e nem contendas entre eles; todos se mantinham no mesmo parecer mental e no mesmo juízo, impedidos pela fé e pela prática comuns, gozando de um só coração e alma, cordialmente ligados por afeto uns aos outros; e todos se encontravam no mesmo lugar.

“Desejamos que o Espírito se derrame do alto sobre nós? Então estejamos todos de comum acordo sem importar a imensa variedade de nossos sentimentos e interesses, como, sem dúvida, sucedia também entre aqueles primeiros discípulos, concordemos em amar-mos uns aos outros; porque onde habitam os irmãos juntamente, em unidade, ali o Senhor ordena a sua bênção”. (At 2:1).

Todos certamente estão aqui em vista, mais do que meramente os “doze” e talvez estejam incluídos os cento e vinte referidos no décimo quinto versículo do primeiro capítulo de Atos.

9.          História do Pentecostalismo nas Américas e no mundo

Um movimento de reforma carismática evangélica que usualmente acha sua raízes num irrompimento do falar em outras línguas em Topeka, Kansas, em 1901, sob a liderança de Charles Fose Parham, que tinha sido um pregador metodista. Foi Parham que forneceu a doutrina pentecostal básica da evidência inicial”, depois de uma estudante na sua Escola bíblica de Bethel, Agnes Ozman, ter experimentado a glossolália em janeiro de 1901.

Basicamente, os pentecostais acreditam que a experiência dos 120 no dia de Pentecostes, conhecida como o “Batismo no Espírito Santo” deve ser normativa para todos os cristãos. A maioria dos pentecostais acredita, ainda, que o primeiro sinal da “evidência inicial” desse segundo batismo é o falar numa língua desconhecida para quem fala.

Embora o falar em outras línguas tivesse aparecido no século XIX, tanto na Inglaterra quanto na América do Norte, nunca tinha assumido a importância a ele atribuída pelos pentecostais posteriores. Por exemplo, a glossolalia ocorreu e, fins da década de 1830, sob o ministério do presbiteriano Edward Irving em Londres, nos cultos do movimento dos “Shakers” de Mãe Ann Lee e entre os seguidores Mórmons de Joseph Smith em Nova Iorque, Missouri e Uat. Os pentecostais, no entanto, foram os primeiros que deram primazia doutrinária à prática.

Embora os pentecostais reconheçam ocorrências esporádicas do falar em outras línguas e outros fenômenos carismáticos ao longo de toda a era cristã, ressaltam a importância do reavivamento na Rua Azusa, que ocorreu entre 1906 e 1909 na igreja episcopal metodista africana abandonada no centro de Los Angeles, e que lançou o pentecostalismo como um movimento de alcance mundial. Os cultos na Rua Azusa eram dirigidos por William J. Seymour, um pregador negro do movimento de santidade de Houston, Texas, e aluno de Parham.

Os eventos em Topera e Los Angeles ocorreram no ambiente religioso da virada do século, que encorajava o aparecimento de um movimento pentecostal como esse. O meio ambiente principal em que brotou o pentecostalismo foi o movimento mundial da santidade (“Holiness”), que se desenvolvera do metodismo norte-americano do século XIX. Líderes nesse movimento eram Phoebe Palmer e John Inskip, que enfatizaram uma “segunda bênção”, uma crise de santificação mediante o “batismo no Espírito Santo”. Os evangélicos ingleses também ressaltavam uma experiência separada com o Espírito Santo nas Convenções de Keswick que começaram a partir de 1974.

A partir dos Estados Unidos e da Inglaterra, os movimentos da santidade da “vida mais sublime” espalharam-se para muitas nações do mundo, geralmente sob os auspícios de missionários metodistas e de evangelistas intinerantes. Embora esses reavivamentos não ressaltassem os fenômenos carismáticos, enfatizavam uma experiência consciente do batismo com o Espírito Santo e uma expectativa de uma restauração da igreja no Novo Testamento como um sinal do fim da era da igreja.

Outros ensinos que chegaram a ter destaque nesse período eram a possibilidade da cura divina como resposta à oração e a expectativa da Segunda Vinda pré-milenar iminente de Cristo. O grande interesse pela Pessoa e obra do Espírito Santo ocasionou a publicação de muitos livros e revistas dedicados a ensinar aos interessados o modo de receber um “revestimento de poder” mediante uma experiência no Espírito Santo subsequente à conversão.

Na busca do enchimento do Espírito Santo, eram dados muitos testemunhos a respeito de experiências emocionais que acompanhavam a “segunda bênção”, conforme era chamada. Na tradição da fronteira norte-americana, alguns recebiam a experiências com exposições de alegria ou gritos enquanto choravam ou falavam de paz e quietude sublimes.

Já em 1895, um movimento adicional foi iniciado em Iowa. Este ressaltava uma santificação já ensinada pelo movimento da santidade. O líder desse movimento foi Benjamim Hardin Irving, proveniente de Lincoln, Nebrasca, que chamou esse novo grupo de Igreja da Santidade Batizada no Fogo. Outros grupos “batizados no fogo” que foram formados durante esse período incluíam a Igreja da Coluna de Fogo, em Denver, Colorado, e a Sarça Ardente de Mineápolis, Minesota.

Esses propagadores da Santidade não enfatizavam somente experiências religiosas conscientes; aplicavam-se em encorajar as pessoas a procurá-las como experiências de “crise” que podiam ser recebidas instantaneamente mediante a oração e a fé. Já em 1900, o movimento da Santidade tinha começado a pensar em experiências religiosas mais como crises do que como categorias gradativas. Dessa maneira, a Igreja da Santidade Batizada no Fogo ensinava a conversão instantânea como uma segunda bênção, o batismo instantâneo com o Espírito Santo e com fogo, a cura divina instantânea mediante a oração e a Segunda Vinda pré-milenar instantânea de Cristo.

Os mestres da corrente de Keswick dedicavam-se a falar das quatro doutrinas cardinais do movimento. Esse modo de pensar foi formalizado nas quatro doutrinas básicas de A. B. Simpson, da Aliança Cristã Missionária, que ressaltavam a salvação instantânea, o batismo com o Espírito Santo, a cura divina e a Segunda Vinda de Cristo.

Quando portanto o falar em línguas ocorreu em Tapera, em 1901, o único acréscimo relevante aos aspectos mencionados acima foi insistir que o falar em outras línguas era evidência bíblica do recebimento do batismo no Espírito Santo. Todos os demais ensinos e práticas do pentecostalismo foram adotados inteiramente do ambiente de santidade onde ele nasceu, inclusive seu estilo de culto, sua hinódia e sua teologia básica.

Depois de 1906, o pentecostalismo espalhou-se rapidamente nos Estados Unidos e no mundo. A despeito das suas origens no movimento esta santidade, a maioria dos líderes do movimento rejeitaram o pentecostalismo, e havia acusações ocasionais de possessão demoníaca e instabilidade mental. Os líderes das denominações de linha Holiners mais antigas rejeitaram totalmente os ensinos pentecostais.

Essas denominações incluíam a igreja do Nazareno, a Igreja Metodista Wesleyana, a igreja de Deus (Anderson, indiana) e o exército da Salvação.

Outros grupos de linha Holiners, no entanto, eram rapidamente pentecostalizadas quando seus líderes iam para a Rua Azusa a fim de investigar os fenômenos ali em evidência. Entre os “peregrinos” para rua Azusa estavam G.B. Coshwell (Carolina do Norte), C.H. Mason (Tennessee), Glen Cook (Califórnia), A.B. Argue (Canadá) e W. H. Durham (Chicago). Dentro de um ano desde a abertura da reunião Azusa (abril de 1906), estes e muitos outros espalharam a mensagem pentecostal pela nação.

Seguiram-se controvérsias intensas e divisões em várias denominações de linha Holiners. As primeiras denominações pentecostais emergiram dessas lutas entre 1906 e 1908.

Essa primeira onde de grupos pentecostais - Holiners incluía a igreja pentecostal da santidade, a igreja de Deus em Cristo, a igreja de Deus (Clevelande, Tennessee), a fé apostólica (Portand, Oregan), a igreja Santa Unida e a igreja Batista pentecostal do livre-arbítrio. A maioria dessas igrejas estavam localizadas no Sul dos Estados Unidos da América, e experimentavam um rápido crescimento depois de iniciar sua renovação pentecostal. Duas delas, a igreja de Deus em Cristo e a igreja Santa Unida, era predominantemente composta de negros.

O pentecostalismo também se espalhou rapidamente pelo mundo depois de 1906. O principal pioneiro europeu foi Thomas Ball Barrato, um pastor metodista norueguês que fundou movimentos pentecostais florescentes na Noruega, Suécia e Inglaterra. O pioneiro alemão foi o líder do movimento da santidade, Jonathan Paul. Lewi Pethrus, um convertido de Banst, começou um movimento pentecostal significante na Suécia que teve sua origem entre batistas. Um movimento pentecostal forte alcançou a Itália através de parentes de imigrantes de descendência italiana na América do Norte.

Pentecostalismo - foi introduzido na Rússia e em outras nações eslavas através dos esforços de Ivan Voranacy, um imigrante nascido na Rússia que estabeleceu a primeira igreja pentecostal de língua russa em Manhattan em 1919. Em 1920, começou um ministério em Odessa Rússia, que, foi a origem do movimento nas nações eslavas. Voronacy fundou mais de 350 congregações na Rússia, Polônia e Bulgária antes de ser preso pela polícia soviética em 1929. Morreu na Prisão.

O pentecostalismo alcançou o Chile em 1909, sob a liderança de um ministro metodista Norte americano, Willis C. Hoover. Quando a igreja metodista rejeitou as manifestações pentecostais, ocorreu um cisma que resultou na organização da igreja pentecostal metodista. O crescimento extremamente rápido depois de 1909 tornou o pentecostalismo a forma predominante do protestantismo no Chile.

O movimento pentecostal no Brasil começou em 1910 (1911), sob a liderança de dois imigrantes suecos da América do Norte, Daniel Berg e Gunnar Vigren, que começaram cultos pentecostais numa igreja batista em Belém do Pará. Um Cisma se seguiu dentro em pouco e resultou na primeira congregação pentecostal na nação, que tomou o nome de Assembléia de Deus. O crescimento fenomenal levou o pentecostalismo a ser a principal força protestante também no Brasil.

Missões pentecostais bem sucedidas também foram iniciadas até 1910 na China, África e em muitas outras nações do mundo. O empreendimento missionário acelerou-se rapidamente depois da formação de grandes denominações pentecostais com visão missionária nos Estados Unidos após 1910 era inevitável que um movimento tão rigoroso sofresse controvérsias e divisões nos seus estágios formativos. Embora o movimento seja notado pelos seus muitos submovimentos, somente duas divisões são consideradas importantes. Estas envolveram ensinos a respeito da santificação e da trindade.

A controvérsia da santidade desenvolveu-se da teologia da santificação sustentada pela maioria dos primeiros pentecostais inclusive Parhan e Seymour. Tendo ensinado que a santificação era uma “segunda obra da graça”, antes das suas experiências pentecostais, simplesmente acrescentaram o batismo no Espírito Santo e a glossolália como uma “terceira bênção”. Em 1910 William H. Durham de Chicago começou a ensinar sua teoria da “obra completa”, que enfatiza a santificação como uma obra progressiva após a conversão, sendo que o batismo no Espírito Santo se seguia como a segunda bênção.

A assembléia de Deus, denominação formada em 1914, baseou sua teologia nos ensinos de Duhan e logo se tornou a maior denominação pentecostal do mundo. A maioria dos grupos pentecostais que começaram depois de 1914 baseava-se no modelo das assembléias de Deus. Entre elas estão a igreja pentecostal de Deus, a Igreja Internacional do Evangelho Quandrangular (fundada em 1927 por Aimee Semple McPherson) e a igreja padrão da Bíblia aberta.

Um cisma mais sério desenvolveu-se da controvérsia da unicidade” ou “somente Jesus “, que começou em 1911 em Los Angeles. Liderado por Glen Cook e por Frank Ewart, esse movimento rejeitava o ensino da trindade e ensinava que Jesus Cristo era, ao mesmo tempo, Pai, Filho e Espírito Santo, e que o único modo bíblico de batismo nas águas era administrado em nome de Jesus e mesmo assim, somente era válido se fosse acompanhado de glossolália. Esse movimento espalhou-se rapidamente nas novas assembléias de Deus a partir de 1914, e resultou numa cisma em 1916, que mais tarde produziu as assembléias Pentecostais do Mundo e a igreja pentecostal Unida.

Ao longo dos anos, outros cismas ocorreram em função de disputas doutrinárias menores e de choques entre personalidades, produzindo movimentos tais como a igreja de Deus da profecia e a igreja Congregacional da Santidade. O grande número de seitas pentecostais nos Estados Unidos e no mundo no entanto, não foi o resultado de controvérsias nem de cismas. Na maioria dos casos, as denominações pentecostais tiveram sua origem em diferentes áreas do mundo com pouco ou nenhum contato com outros grupos organizados.

O maior crescimento para as igrejas pentecostais veio depois da segunda Guerra Mundial. Com maior mobilidade e prosperidade, os pentecostais começaram a passar para a classe média e a perder sua imagem de membros deserdados das classes inferiores.

O aparecimento de evangelistas de cura divina tais como Oral Robert e Jack Coe na década de 1950 trouxe maior interesse e aceitação no movimento. O ministério de Robert pela TV também trouxe o pentecostalismo para dentro dos lares dos norte-americanos mediados. A função dos Full Gospel Business Men (“homens de Negócios do Evangelho Pleno”) em 1948 trouxe a mensagem pentecostal a toda uma faixa de profissionais liberais e homens de negócios da classe média, ajudando a transformar ainda mais a imagem do movimento.

No período após a Segunda Guerra Mundial, os pentecostais também começaram a emergir do seu isolamento, não somente uns dos outros, como também de outros grupos cristãos.

Em 1943 as Assembléias de Deus, a Igreja de Deus (Cleveland, Tennesse), a igreja Internacional da Igreja Quandrangular e a Igreja pentecostal da Santidade tornam-se membros fundadores da Associação nacional dos Evangélicos (NAE), desassociando-se assim, claramente dos grupos fundamentalistas organizados que tinham posto os pentecostais fora da comunhão em 1928. Dessa maneira vieram a fazer parte do grupo evangélico moderado que chegou a uma posição de destaque por volta da década de 1970.

O ecumenismo intrapentecostal começou a florescer também durante os fins da década de 1940, tanto nos Estados Unidos quanto nos outros lugares. Em 1947, a primeira conferência pentecostal Mundial (WPC) reuniu-se em Zurique, na Suíça, e a partir de então tem se reunido de três em três anos.

No ano seguinte, a comunhão pentecostal da América do Norte (PFHA) foi formada em Des Moines, Iowa, e tem se reunido anualmente a partir de então.

O Pentecostalismo entrou numa fase nova em 1960, quando surgiu o “neopentecostalismo” nas igrejas tradicionais dos Estados Unidos. A primeira pessoa de destaque que experimentou abertamente a glossolália e que permaneceu dentro da sua igreja foi Dennis Bennett, um sacerdote episcopal em Van Nuys, na Califórnia. Embora fosse forçado a deixar a sua experiência, Bennett foi convidado para pastorear uma paróquia episcopal no centro da cidade de Bettle, em Washington. A igreja em Seattle passou por um rápido crescimento depois da introdução da adoração pentecostal, tornando-se um centro do neopentecostalismo no Noroeste dos Estados Unidos.

Essa nova onda de pentecostalismo se espalhou entre outras denominações dos Estados Unidos e também em muitas outras nações.

Outros líderes neopentecostais conhecidos eram Brik Bradford e James Brown (presbiterianos); John Osteen e Howard Irvins (batistas); Gerald Derstine e Bispo Nelson Litwler (menonitas); Larry Christenson (luterano); e Ross Whestone (metodista unido).

Em 1966, o pentecostalismo entrou na igreja Católica romana como resultado da teologia Ralph Keiffer e Bill Story. A medida que a glossolália e outros dons carismáticos eram experimentados, formaram-se outros grupos de orações católicas na universidade de Notre Dame e na universidade de Michigan. Em 1973, o movimento havia se espalhado tão rapidamente que trinta mil pentecostais católicos se reuniram em Notre dame para uma conferência nacional. Em 1980, o movimento havia se espalhado entre igrejas católicas demais de cem nações.

Outros líderes pentecostais católicos de destaque foram Kevin Ronag Hars, Steve Clark e Ralph Martins. O líder de maior destaque entre os católicos, no entanto, foi Joseph lean Cardeal Suenens; que foi nomeado pelos papas Paulo VI e João Paulo II como conselheiro episcopal para renovação.

A fim de fazer uma distinção entre esses pentecostais mais novos e as denominações pentecostais mais antigas, por volta de 1973, a palavra “carismático” começou a ser usada para designar o movimento dentro das igrejas tradicionais. Os pentecostais mais antigos foram chamados “pentecostais” clássicos. Até 1980, o termo “neopentecostal” tinha sido, universalmente abandonado, sendo preferido o termo “renovação carismático”.

Diferente da rejeição dos pentecostais mais antigos, a renovação carismática de um modo geral obteve permissão para permanercer dentro das igrejas tradicionais. Relatório e estudos favoráveis de episcopais (1963), católico romanos (1969, 1974) e presbeterianos (1970), embora indicassem possíveis excessos, geralmente eram movimento de renovação dentro das igrejas tradicionais. Já em 1980, os pentecostais tinham crescido até formarem a maior família de protestantes no mundo, segundo The World Chistian Encyclopedia (Enciclopédia Cristã Mundial).

A cifra de 51 milhões de atribuídos ao pentecostais tradicionais não incluía os 11 milhões de pentecostais carismáticos nas igrejas tradicionais principais. Dessa maneira, setenta e cinco anos depois de aberta a reunião da rua Azusa, havia 62 milhões de pentecostais em mais de cem nações do mundo.

10.       Conclusão

Os pentecostais e os carismáticos estão convictos de que “O reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude (poder) (I Co 4:20) e esperam que a pregação da palavra de Deus seja acompanhada pelos atos poderosos do Espírito Santo.

Para os seguidores de Jesus que acreditam no Evangelho Pleno integral, a comissão para pregar as boas-novas do reino de Deus está vinculada ao poder do Espírito Santo que nos capacita a vencer as forças do mal.

Numa época de racionalismo, de liberalismo teológico, de pluralismo religioso, os pentecostais e os carismáticos acreditam que a mesma forma que nos dias do apóstolo, o Espírito Santo corrobora o testemunho cristão. Da vida da igreja e da sua missão, e não substitui Cristo, o Senhor, mas o Deus se torna realidade na comunidade Cristã. Cristo reina onde o Espírito Santo opera!

 

 

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