CONFLITOS NA FAMÍLIA

19/09/2013 10:39

Introdução

Deus instituiu a família visando o bem estar do homem. O propósito de Deus era que o homem vivesse em paz e harmonia com a esposa e os filhos. Mas, desde a queda, as famílias passaram a experimentar conflitos, dissabores e aflições, tais como: violência, divórcio, vícios, infidelidade conjugal, rebeldia dos filhos, dívidas, dentre outros. Nesta lição, veremos o significado do termo “conflito”, exemplos de conflitos familiares, suas causas, e, como podemos superá-los.

I – definição e exemplos de conflitos familiares

O termo grego para a palavra conflito é agõn que também pode ser traduzida por “combate

Aurélio define conflito como “combate”, “desavença” ou “discórdia”.

Encontramos, diversos exemplos de conflitos familiares, tais como:

Crimes familiares;

As crises conjugais;

As desavenças entre irmãos;

As doenças na família;

Discórdias entre gerações;

Fala de maturidade;

Pensamento romantista;

Confusão entre os papéis;

A rebeldia dos filhos;

Desequilíbrio dos pais;

Pais muito rigorosos ou condescendentes;

Estes e outros exemplos nos ensinam que:

(1) os conflitos familiares existem desde os tempos mais remotos;

(2) ninguém está isento;

(3) os conflitos ocorrem pelo mau procedimento dos membros da família.

II – conflitos familiares na área conjugal

2.1 ira. Casamento é a união de duas pessoas de sexos opostos, imperfeitas, e, geralmente, de temperamentos diferentes. Por isso, é comum surgirem os atritos conjugais, inclusive a ira.

2.2 orgulho. Uma pessoa orgulhosa é aquela que possui um amor próprio demasiado, a ponto de pensar somente em si.

2.3 ciúme. Em certo aspecto, o ciúme é um sentimento positivo, quando se trata de um cuidado com a pessoa amada. No entanto, o ciúme humano, muitas vezes, ultrapassa a barreira do amoroso cuidado, torna-se possessivo e doentio, e tem sido a causa de muitas tragédias nos lares.

III - conflitos familiares na área financeira

3.1 dívidas. Muitas famílias encontram-se endividadas, por causa do uso irracional de benefícios oferecidos pelo mercado, como: cartão de crédito, cheque pré-datado, crediário, empréstimos, etc. As dívidas podem causar muitos males aos lares, tais como: desequilíbrio financeiro, inadimplência, intranquilidade; provocando até doenças psicossomáticas e desavenças no lar; perda de autoridade e mau testemunho perante os ímpios.

3.2 compulsividade. Compulsividade é o “consumo exagerado”. É a “tendência a comprar exageradamente”. O consumismo é um descontrole para adquirir bens, serviços e produtos de forma indiscriminada, na tentativa de realizar-se emocionalmente. Geralmente, pessoas fragilizadas por alguma intempérie da vida, são tendenciosas a buscarem no consumo dos bens materiais a satisfação para o vazio da alma. No entanto, elas acabam endividadas, frustradas e desesperadas.

3.3 avareza. É o amor ao dinheiro, que causa uma verdadeira escravidão e dependência.

3.4 como superar os conflitos na área financeira.

Respeitando as prioridades (is 55.2; ag 1.4-11);

Economizando e fazendo reservas (gn 41.33-35);

Evitando desperdício (jo 6.12; lc 15.13,14);

Planejando os gastos (lc 14.28-32).

Iv – conflitos familiares na área da educação dos filhos

A falta de disciplina no lar. Um dos principais problemas que atingem os lares é a falta de disciplina. Segundo aurélio, disciplina é “um regime de ordem imposta ou livremente consentida”; “uma ordem que convém ao funcionamento regular de uma organização, observância de preceitos e normas, ensino, instrução, educação, correção, discipular” ou “o treinamento que melhora, molda, fortalece e aperfeiçoa o caráter”. A disciplina serve para manter o perfeito funcionamento do lugar onde ela é aplicada, principalmente, no lar. Quando a disciplina cristã é deficiente, ou não existe, inevitavelmente ocorre a rebeldia dos filhos. Podemos observar isto nos seguintes exemplos que a bíblia nos apresenta:

Estes males podem ser evitados quando os pais educam seus filhos e, acima de tudo, ama-os.

V – como resolver as diferenças:

5.1 ponha as coisas em perspectiva. Tente pensar em como verá os conflitos da sua família quando atingir o fim da vida. É assim tão mau o que lhe fizeram? Quais são as coisas realmente importantes e por quais gostaria de ser lembrado?

5.2 esforce-se por aceitar que ninguém é perfeito, e isso inclui-o a si e à sua família. Tente resignar-se com o que aconteceu e perdoar os parentes que considera responsáveis. Se for demasiado difícil, compreenda que perdoar a família é um favor que faz a si próprio. Só então poderá livrar-se da raiva e ressentimento.

5.3 não seja demasiado orgulhoso para dar o primeiro passo. Um telefonema, um postal, desculpas ou um ramo de flores são gestos geralmente bem recebidos e que ajudam muito. E se o não conseguir, pelo menos a culpa não será sua.

5.4 dialogue, diga aos seus parentes que os ama e que gostaria realmente de ter um bom relacionamento com eles. Se sentir que o outro está disposto a discutir o assunto, fale sobre o conflito. Se não sentir essa necessidade, esqueça. Nem todas as questões precisam de ser resolvidas a qualquer custo.

Conclusão

Como pudemos ver, os conflitos familiares existem desde os tempos antigos, e estiveram presentes, inclusive, nos lares dos servos de deus, como abraão, jacó, davi e outros. Eles ocorrem, não apenas por causa dos ataques do inimigo, mas, também, pelo mau procedimento dos membros da família; por causa das obras da carne, tais como: ira, orgulho, ciúmes e avareza; e pela falta de disciplina nos lares. Por isso, devemos estar vigilantes quanto as investidas do maligno, que tenta destruir os lares; mas, também, firmar o propósito de obedecer os mandamentos bíblicos para a família.

 

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