Benditos laços do matrimônio

19/09/2012 14:34

 

"Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome. Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne."

Gênesis 2: 18-24

O sonho da maioria dos jovens, e conseqüência natural da vida, é a união conjugal. O desejo de ter uma família faz com que, a certa altura, as pessoas acrescentem às suas necessidades a de estabelecer um lar. Mas, muitas vezes, o sonho de constituir família torna-se um pesadelo. O casamento, ao invés de resolver o problema da solidão, passa a ser um problema ainda maior, e os cônjuges sentem-se frustrados, desanimados, arrependidos e muitos casamentos culminam em separação. Para que isso não ocorra com você ou com seus filhos, dedique-se ao estudo deste artigo.

I - Que É o Casamento

a) É uma instituição divina, Gn. 2: 18. Deus o estabeleceu, visando à felicidade do homem. Embora algumas pessoas citadas na Bíblia não fossem casadas, entre elas Jesus e Paulo, no entanto, Jesus mesmo ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como divino, Lc. 10: 7-9c.

b) É uma união exclusiva, Gn. 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia. A recomendação bíblica é de que "...cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido", I Co. 7: 2.

c) É uma união permanente. A indissolubilidade do casamento é um dos valores em baixa em nossos dias. Para muitos, o matrimônio pode ser desfeito a partir do momento em que houver conflitos ou quando as partes envolvidas não combinarem mais. A Bíblia é clara com respeito a essa união permanente em Mc. 19: 9 e I Co. 7:10-11. A expressão "unir", de Gn. 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.

II - Para Que Existe o Casamento

a) Companheirismo, Ec. 4: 9-12. Ao criar o homem, Deus viu que não era bom que ele estivesse só, Gn 2: 18. Deu-lhe, então, uma companheira. Esse é um dos grandes propósitos do casamento: compartilhar as experiências e, juntos, construírem seu patrimônio.

b) Procriação. As pessoas se casam para dar continuidade à existência da família, Gn. 1: 28. Gerar filhos é uma conseqüência natural do amor dos cônjuges.

c) Para ter um ambiente onde se possa regular a vida sexual, Hb. 13: 4. Ao contrário do pensamento ascético, as funções sexuais do homem e da mulher foram uma dádiva de Deus para o prazer de ambos. Sendo assim, a vida sexual deve ser exercida dentro do matrimônio, Pv. 5: 15-19, numa relação onde exista o respeito, Hb. 13: 4; mutualidade, comunhão, compreensão, consideração e amor, I Co. 7: 2-5 e I Pe. 3: 7.

III - Desajustes no Casamento

Há muitos casamentos falidos. Muita gente conforma-se com a situação precária de seu matrimônio e continua junta apenas para manter as aparências. No entanto, a realidade é que experimentam, a cada dia, os dissabores que um matrimônio estragado pode gerar.

Quais são as causas desses desajustes?

a) Uma expectativa irreal por parte dos cônjuges. Alguns escolhem o casamento como fuga dos diversos problemas da casa dos pais. Vêem o casamento como um paraíso a ser vivido. Esquecem-se, porém, de que o casamento não sufoca a individualidade de cada um.

b) Falta de preparo dos cônjuges. Moços e moças enfrentam o casamento como se fosse apenas mais uma aventura. Há falta de informações, que deveriam ser oferecidas pelos pais, ou sobram informações distorcidas, oferecidas pela sociedade, e até mesmo igrejas têm deixado de transmitir aos seus jovens conselhos que os prepararão para tão nobre missão.

c) A concepção mundana do que é o casamento. Aqueles que têm grande influência sobre as pessoas através dos meios de comunicação nem sempre demonstram à sociedade um comportamento sadio em termos de matrimônio. Depravação, infidelidade e desrespeito são consideradas práticas normais, excluindo a idéia de que um casamento pode tornar-se uma fonte de felicidade para as pessoas, Rm. 12: 2.

d) Dependência e interferência dos pais. É preciso observar o verbo usado nas Escrituras: "deixará o homem seu pai e sua mãe", Gn. 2: 24. Entretanto, com o casamento, um passa a pertencer à família do outro, Rt. 1: 16c. E a interferência não muito sábia dos pais, em certos momentos, pode causar transtornos ao lar recém-formado.

e) A ação destrutiva de satanás. O desejo do diabo é de destruir a paz e a felicidade dos lares, pois ele sabe que a família tem grande importância no plano de Deus. É necessário vigilância e oração para vencer as astutas ciladas do diabo, Jo. 10: 9; I Pe. 5: 8-9.

Como Resolver Os Problemas Do Matrimônio.

a) Solidificá-lo na Palavra de Deus, Mt. 7:24-27. Essa estrutura acontece através de uma dedicação à leitura, estudo e prática da Bíblia, a fim de que o lar encontre forças para resistir às tempestades e intempéries da vida.

b) Praticando o perdão, Ef. 4: 32. Devemos aprender a perdoar, da mesma forma como Deus nos perdoou em Cristo Jesus.

c) Crendo no poder restaurador de Jesus, Mc. 9: 23. Se o diabo veio para matar, roubar e destruir, Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância, Jo. 10: 9-10. Não existe nada que Deus não possa realizar visando à felicidade e o bem-estar de seus filhos, Lc. 1: 37.

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A Bíblia traz um exemplo clássico, que trata exatamente de uma situação em que essa responsabilidade não foi exercida. O sacerdote Eli, tutor do futuro profeta Samuel, foi punido por que deixou de repreender e corrigir seus filhos quando eles procediam mal (1 Samuel capítulo 3).

Uma postura responsável da família nesse aspecto também impede que ocorra a repetição, de geração em geração, de problemas que acabam marcando a vida familiar negativamente. Alcoolismo, abuso de crianças, favoritismo por certos filhos, rivalidades entre irmãos ou infidelidade conjugal, podem se perpetuar na história da família, quando não tratados adequadamente.

Quando Deus falou em visitar a culpa dos pais até a quarta geração dos filhos (ver Êxodo, capítulo 20, versículo 5) é a esses padrões de comportamento destrutivos, passados de geração em geração, que Ele se referia. A história da família de Abraão, conforme comentei acima, é um dos melhores exemplos de repetição destrutiva. Eles seguiram um padrão no qual familiares enganavam outros familiares, para obter vantagens. É claro que esse comportamento foi desaprovado por Deus e gerou muitos problemas familiares.

Concluindo, a família precisa sempre deixar claro para cada um dos seus membros que ações individuais acabam tendo repercussões sobre a família como um todo, pelos laços emocionais e de solidariedade que interligam todos os familiares. Assim a família tem o direito e a responsabilidade de influir para evitar e/ou resolver problemas, sempre que isso estiver ao seu alcance. E essa responsabilidade não cessa nunca. 

Palavras finais

A família é algo muito especial na vida de todas as pessoas. Por isto mesmo, ela tem reponsabilidades importantes. Em primeiro lugar, a família precisa tomar cuidado para não ficar cega quanto à individualidade dos seus membros (suas necessidades e frustrações). Ela nunca pode tratar seus membros como se devessem se limitar a desempenhar um papel, estabelecido pela própria família – mãe, filho, provedor, etc. Esse erro pode acabar por alienar algumas pessoas, em relação à família, por elas sentirem tratadas com pouca sensibilidade e respeito.

Em segundo lugar, a família nunca deve favorecer os seus membros em detrimento das demais pessoas, mesmo que seja por um motivo considerado justo. Todos devem ser tratados de forma correta, sejam ou não membros da família.

Finalmente, a família tem a obrigação de ensinar e influir positivamente no comportamento de seus membros, mesmo quando eles gozarem de independência.

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