A Igreja do G12 ou a Igreja do Jesus

21/09/2012 09:50

 

 

Não vejo tanta razão para estarmos tão assustados com a enxurrada de heresias que estão açodando o povo de Deus, especialmente nos últimos dias, que têm se mostrado como uma verdadeira praga vinda das profundezas do inferno para, numa nefasta tentativa, destruir a Igreja do Senhor Jesus.

Se não tivéssemos tantos alertas registrados nas linhas das Sagradas Escrituras sobre o que havia de vir nos dias finais da Igreja de Cristo sobre a face da terra, estaríamos estupefatos com tantas manifestações dos filhos da trevas com as tentativas de aniquilar os filhos da luz.

Se nos detivermos um pouco mais no estudo da Palavra de Deus, logo veremos que o apóstolo Pedro assegura que "...falsos mestres os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." (2 Pe 2.1). Ora, a quantidade de mutiladores da Bíblia Sagrada tem sido tão grande, e não é de hoje que as aberrações trazidas por nefastos disseminadores das heresias estão tentando sufocar a sã doutrina.

Depois de incontáveis aberrações no campo do ensino herético, agora o adversário de nossas almas aparece com mais uma das suas astutas ciladas, e observem que a cada uma delas, o teor de seu veneno tem dose cada vez mais violenta, como é o caso da heresia destruidora vulgarmente chamada de G12, que entre os seus muitos males trazidos ao povo evangélicos, tem provocado a desgraça da separação entre membros de igrejas, ou seja entre aqueles incautos adeptos da famigerada heresia e os santos que não se deixam levar por "todo vento de doutrina, pela artimanha de homens, pela astúcia com que induzem ao erro. " (Ef 4.14).

E bom lembrar que Satanás nem sempre se apresenta como o senhor das trevas mas como ovelha. Fiquemos atentos para a recomendação do Senhor Jesus: "Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. " (Mt 7.15). Muitas vezes eles dissumuladamente dizem que os "encontros" ou "retiros espirituais" não são o diabólico G12; não creiam no que afirmam, pois tudo quanto fazem nos seus secretos '''encontros", não são nem de longe o que nos ensinam a Bíblia Sagrada, pois o Senhor Jesus deixa bem claro ao sumo sacerdote: "Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto. " (Jo 18.20).

Está parecendo mais maçonaria que Igreja do Senhor Jesus, pois os "encontros''' são secretos. Vejam o que diz o "Manual de Realização do Encontro", livro editado pela Semente da Vida Lida., e precedendo qualquer assunto vê-se a recomendação - e mesmo que não tenham manual, a baboseira é sempre a mesma- "Atenção é expressamente proibida a leitura ou manuseio deste manual por pessoas que ainda não passaram pelo encontro. Os acontecimentos não deverão ser descobertos, mas sim experimentados por todos aqueles que desfrutarão de três dias de encontro com Deus". Isso não é nada menos que ocultismo e esoterismo.

Este pernicioso movimento, disseminador de tão venenosa heresia, demandaria espaço e tempo extremamente grande para rechaçarmos com veemência e refutarmos com toda a segurança, com os infalíveis argumentos contidos na Palavra de Deus, entretanto queremos transcrever, na íntegra, o sapientíssimo parecer do Conselho de Doutrina da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, publicado no Mensageiro da Paz em março de 2000, sobre o assunto:

"Em face do avanço da mais nova heresia, que invalida o caráter cristão adquirido através da regeneração em Cristo, baseando-se na auto-realização e na mudança de conceitos bíblicos, nós, do Conselho de Doutrina da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, na pessoa de seu Presidente, vimos a público para dar um parecer oficial sobre o que chamam de G12. Por vezes, aparecem no cenário evangélico brasileiro alguns movimentos de características eminentemente flutuantes. Nestes dias, o mais novo deles é o G12. Sutilmente, promove um novo estilo de vida cristã, calcado na visão de um sucesso rápido e fácil, e de um crescimento mágico e milagroso da Igreja. Através de uma suposta revelação de Deus recebida pelo líder do G12, que sonha em ter a maior igreja do mundo, fazendo assim qualquer coisa para alcançar os seus intentos de auto promover-se como líder mundial interdenominacional, propõe um "novo conceito" religioso, com mudanças na liturgia, nos bons costumes, na doutrina sagrada, no conceito real da Igreja de Cristo, na linguagem genuína da pregação do Evangelho, na conduta cristã, no comportamento ético-estético do crente, com uma dose excessiva de estímulo à busca frenética por prosperidade instantânea, libertação auto-suficiente, unção mágica e perfeição absoluta, utilizando-se, para tanto, de desavisados e inocentes para espalharem sua heresias.

Portanto, para maior esclarecimento, enfocamos alguns pontos dessa suposta e milagrosa fórmula de crescimento, com as devidas refutações.

1° -G12

Ao contrário do que muitos imaginam, o G12 não é um grupo evangelicamente sério: não trabalha para o bem comum do Evangelho e nem vem para somar com as outras igrejas já existentes. Trata-se de uma organização herética que visa arrebanhar membros de igrejas já constituídas com fins declaradamente financeiros. O exemplo do que estamos falando é a solicitação de donativos de toda e qualquer denominação para a sua obra faraónica intitulada "Canaã aqui na terra", tipificando suas reais intenções. Mais: a prática configura-se numa velha tática de "caça-níqueis", visando realizar os seus planos alternativos em nome do Evangelho.

2° - Método

Seu método apoia-se nos pré-encontros, pós-encontros e reencontros como forma de lavagem cerebral, onde são inculcadas ideias supersticiosas com relação ao número 12, numa nítida prática de numerologia, fazendo o número 12 parecer um número da sorte, que abre supostos caminhos para o sucesso e o crescimento instantâneo da igreja, em detrimento de todos os demais números existentes na Bíblia Sagrada, como o 1,2,3,4,6,7,10,12,24. Objetiva-se, assim, criar uma expetativa em tomo do número 12, dando-lhe magia e atributos supersticiosos. Inclusive as células não podem ultrapassar o número 12. Ultrapassando, cria-se uma nova célula para chegar ao número 12.

Refutação. Biblicamente, o número 12, apesar de sua simbologia no livro de Apocalipse, é um número comum como qualquer outro. Na escala de importância, o número 12 é menos importante do que o número 7.

3°-Visão

G12 apresentas-se ainda como uma nova revelação divina, que supervaloriza a visão dos doze como solução última para a igreja dos dias atuais. A palavra "novo", utilizada ininterruptamente pelo G12, carrega intenções malignas objetivando desestabilizar igrejas que já existem, como se o G12 fosse a "ultima revelação de Deus" para o momento. Pior: os líderes do G12 dizem que caso as igrejas não participem desta "nova visão", serão substituídas por outras. Nesse sentido, o G12 em nada difere das chamadas seitas proféticas.

Refutação. Toda revelação de Deus ao homem já se encontra registrada no Antigo e Novo Testamento, não nos cabendo acrescentar mais nada (Is 8.20; Ap 22.19).

4° - Unção

Acentuam que somente a pessoa aderindo à nova visão (é a palavra que os pastores adeptos estão usando) de Evangelho criada pelo G12 tem acesso a uma suposta "nova unção" que, na linguagem dos participantes do G12, é chamada de "tremenda". Alegam ainda que somente essa "unção" pode trazer o sucesso.

Refutação. De acordo com a Bíblia, a unção não envelhece nem é substituível. Isso quer dizer que não existe uma "nova unção" (Uo 2.20).

5° - Quebra de Maldição

Os encontros exigem das pessoas a confissão de pecados, até mesmo os cometidos no ventre materno a fim de que quebrem todos os vínculos do passado, bons e maus, até mesmo ministérios e credos, para dar início a uma nova vida. Para isso, submetem os participantes a uma oração dirigida chamada "quebra de vínculo".

Refutação. Essa prática invalida o texto bíblico que diz que "Se alguém está em Cristo é uma nova criatura: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo " (Jr 31.29,30; Ez 18.2,3,20; 2Co5.17).

6° Libertação e cura interior

Nos pós-encontros, ensina-se que o indivíduo deve guardar o ensinamento que teve no pré-encontro. Pois é nessa condição - afirmam - que a sua salvação (chamada de cobertura espiritual) está garantida. Segundo eles, a salvação é aquela conquistada pela regressão, quebra de maldição, cura interior, invalidando, dessa forma, o sacrifício perfeito, completo e final do Senhor Jesus Cristo no Calvário, criando "novas salvações" com supostas promessas em nome de Deus, dizendo que agora sim, a salvação chegou, levando os cristãos a duvidarem da sua própria salvação em Cristo. Como, por exemplo, o fato de algumas pessoas que participaram do G12, crentes de muitos anos, asseverarem, de público, que tudo quanto aprenderam ao longo dos anos, nos cultos públicos, nas escolas dominicais, nos seminários bíblicos, etc., não era verdade, porque só depois do G12 encontraram a "verdade".

Refutação. Toda e qualquer tentativa de cancelamento de pecados por regressão, quebra de maldição, cura interior, como prática de auto-patrocinar uma "salvação perfeita", invalida o sacrifício vicário de Jesus Cristo no Calvário (At 3.19; 4.12; Hb 7.27).

7° - Renúncia

A renúncia é pregada nos encontros do G12 como forma de rejeição aos conceitos, hábitos e costumes da vida cristã que até então se professava. Como na maioria dos casos os participantes dos encontros são compostos de pessoas das mais variadas confissões religiosas e denominacionais, o produto final desses encontros gera o enfraquecimento das igrejas de ensino sério e histórico, pelo fato de apresentarem propostas milagrosas e mágicas de crescimento, substituindo liturgias, criando nova linguagem de pregação e transformando os cultos de adoração em verdadeiros espetáculos mundanos e antibíblicos.

Refutação. Renunciar, à luz da Bíblia, é o ato de deixar, repudiar, abdicar alguma coisa, mas nunca o que é bíblico, e sim o que é antibíblico e herético.

8° - Culto de aproximação (ou célula)

G12 na sua formação celular, descaracteriza o modelo bíblico de igreja, em alguns pontos, a saber: a) as células não podem passar do número 12; b) as células fazem o recolhimento de ofertas e dízimos; c) as células têm autonomia de batizar os novos cidadãos do grupo, dentro de algumas situações, como: distância e tempo; d) nas células não há liberdade de pregação livre, pelo fato de o líder estar obrigado a usar a linguagem do seu fundador, a qual está no manual do G12.

Refutação. Biblicamente, o culto no lar é uma prática antiga, mas o grupo que o faz não recebe o título de igreja, como a acepção herética do G12.

Do exposto, fazemos nossas as palavras do apóstolo João: "Filhinhos, já é a ultima hora; e, como ouviste que vem o anticristo, também agora muitos anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que é a última hora"(1 Jo 2.18)".

Assim, amados leitores, não só a CGADB teve a coragem de apontar o erro desses insubordinados, heréticos e proclamadores das trevas, entre outros adjetivos dignos daqueles que lutam contra Deus e Sua Palavra, mas muitos homens de Deus têm combatido mais essa praga na lavoura de Deus.

Encerrando, queremos deixar claro que, como todo movimento herético, esse também não está restrito apenas à sua forma embrionária, mas tem-se apresentado com muitas mutações, com roupagens e caras mascaradas, e seus adeptos dizem: Podem vir ao "encontro" ou ao "retiro espiritual" não é G12 não. São mentirosos e gananciosos, forçam as pobres ovelhas do Senhor a irem para o matadouro, sob ameaça de tirar-lhes os cargos que têm na Igreja e outras coisas mais. Amados, não caiam nessa esparrela de Satanás. Essas igrejas são deles sim, são a Igreja do G12. Fiquem com a verdade, fiquem com a Palavra de Deus, que é genuína, fiquem com a IGREJA DE JESUS CRISTO.

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