A DIFERENÇA ENTRE PECADO E PECADOR

25/10/2012 08:35

 

Tem muita gente boa que sai da igreja e, imediatamente, a igreja sai dela, só tem esta explicação para atitudes absolutamente antibíblicas, que acabam norteando ações igualmente desastradas.

Nosso modelo é Jesus e Ele jamais atacou um pecador, ao oposto disso, sempre tratou os pecadores com Seu olhar generoso e Seus gestos de amor e perdão, por lógico, nenhum de nós está autorizado a maltratar, humilhar, atacar ou ofender um pecador.

É preciso deixar bem claro e de pronto, que não somos melhores ou maiores que ninguém, a única e fundamental diferença é Jesus em nossa vida, mas se Jesus estiver de fato em nossa vida, teremos o caráter Dele norteando nossas atitudes e, por via de consequência, jamais faremos o que Jesus não fez.

A bitola, o parâmetro de nossas atitudes tem que ser, necessariamente, o que Jesus faria em nosso lugar e a atitude que devemos tomar diante de cada decisão, seja de cabeça quente como forno de churrascaria, ou fria como um picolé, é o que Jesus faria em nosso lugar.

Não se admite como correta uma atitude preconceituosa, ou racista, ou de intolerância com qualquer ser humano, seja ele um suposto irmão de fé, ou seguidor de baal. Não se trata aqui de aceitar como correta a vida de quem quer que seja, trata-se de não condenar o pecador, mas somente o pecado.

Não se pode jogar num saco pecado e pecador, amarrar a boca e jogar no mar. Não se pode expulsar o pecador, por causa de seu pecado, se Jesus fizesse isto, nenhum de nós seria salvo.

Os exemplos que temos na vida de Jesus, durante Seu Ministério na terra, apontam para o amor ao pecador e a repulsa pelo pecado. Jesus nunca se recusou a entrar na casa de qualquer pessoa que o convidou, Ele almoçou com fariseus e publicanos e foi severamente criticado pelos falsos religiosos de comer com pecadores, lembram?

Na casa de Simão, o fariseu, Jesus entrou, fez uma refeição, pregou o Evangelho do Reino, mas não passou a mão na cabeça dos fariseus, Jesus colheu com amor o pecador Simão, mas condenou o pecado dele e de seus colegas de farisaísmo, porém, ainda assim, Jesus usou uma parábola para explicar para Simão a atitude daquela mulher pecadora que lavou os pés de Jesus com suas lágrimas. Está registrado em Lucas 7, a partir do versículo 36.

Jesus perdoava os pecados e nunca rejeitou o pecador e nos deixou uma regrinha de ouro: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” (Mateus 7:1-2). Viu, só? Quem não quiser ser julgado com tremenda severidade, não pode sair por aí como se fosse o “santo”, o “justo”, o “juiz” do resto da humanidade.

O pecado maior de muitos arraiais cristãos é exatamente misturar as coisas, é tratar o pecador como se ele fosse a encarnação do pecado. O oposto também acontece, algumas comunidades são muito flexíveis e tolerantes com o pecado, deixando de combater o erro. A virtude está no meio. Não se pode deixar de acolher qualquer pessoa que procure ajuda e nem conviver pacificamente com o pecado de quem não quer mudar.

O fato é que Jesus não rejeita nenhum coração sincero e arrependido e Ele é o Deus da transformação e está escrito: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17). A vida com Jesus é um processo de transformação, de mudanças de dentro para fora, até que o caráter Dele seja indelevelmente gravado ao nosso e, aí então: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.” (Efésios 4:28).

Quem quer mudar o enredo de sua vida, quem quer ser transformado, quem quer vencer a carne, quem quer mudar de atitude, quem quer ter o caráter de Jesus espelhado em seu próprio caráter, tem jeito, merece respeito por mais que seu passado seja negro, não há pecado que não possa ser perdoado por Jesus.

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